quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Jonathan Parnell – O que precisamos mais do que qualquer coisa


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Nosso problema fundamental é que somos pecadores. Mas ao ser nosso problema fundamental, não significa que é nosso mais severo problema.
Em João 4, Jesus e seus discípulos viajavam através da Samaria. Eles chegaram a uma cidade chamada Sicar e decidiram parar para descansar. Era por volta de meio-dia. Os discípulos foram ao mercado comprar comida, deixando Jesus sentado ao lado de um poço de um campo da redondeza. Logo depois, uma mulher samaritana chegou para tirar água.
Ela é uma pessoa como você e eu, uma pessoa cujo problema fundamental é o pecado.
“Dá-me de beber”, Jesus diz a ela. Ora, ela está confusa por ele lhe pedir isso. Ele é judeu, e ela é samaritana e esse tipo de pedido é incomum, como João explica (João 4:9). “Por que me pedes isso?” ela basicamente responde. E então Jesus chega ao âmago da questão. “Se conhecesses o dom de Deus”, ele diz, “e quem te pede ‘Dá-me de beber’, tu lhe pedirias e ele te daria água viva” (João 4:10).

Nós Vemos o Que é Pior

Neste ponto, algo incrível aconteceu. É como se a cena congelasse. Jesus responde a ela com essas palavras extraordinárias e nós aprendemos que o problema fundamental do pecado dessa mulher é ocultado por um problema mais severo de ignorância. Tal problema mais severo é que ela não sabe quem Jesus é.
É horrível que essa mulher tenha tido cinco casamentos fracassados, sem mencionar que ela está atualmente vivendo com seu namorado. Mas mais horrível é o fato de que ela esteja falando com a única pessoa no universo que tem o poder de perdoá-la e ela faz um comentário sarcástico sobre sua etnia. Ela não tem ideia de quem ele seja. Ela não entende que está falando com aquele que, em questão de tempo, sofrerá na cruz em seu lugar, absorvendo toda a ira a que ela se expôs por seu adultério e infidelidade, removendo seus pecados tão longe quanto o oriente está do ocidente. Ela não conhece a Jesus, não até que ele a guie para fora da escuridão.
Note sua jornada. Ela primeiro identifica Jesus como um homem judeu (João 4:9). Então ela percebe que ele é um profeta (João 4:19). Então ela suspeita que ele seja o Messias (João 4:25). E depois, junto com uma multidão de outros de sua cidade, ela crê que ele seja o Salvador do mundo (João 4:42). De um obscuro judeu com sede no versículo 9 ao Salvador do mundo que cumpre a promessa e dá vida no versículo 42, a mulher samaritana era cega, mas agora vê.

O que precisamos mais

O que ela precisava mais do que qualquer coisa – o que nós precisamos mais do que qualquer coisa – é conhecer a Jesus. Nosso problema mais severo seria a desesperança em resolver nosso problema fundamental. Nosso problema mais severo é que não reconhecemos a Jesus como o único resgate por nossos pecados.
Mas você e eu somos como essa mulher. Jesus veio a ela como veio a nós. Pecadores como somos, incapazes de reconhecer o Cordeiro de Deus, ele veio para nos guiar para fora da escuridão. Ele veio para nos fazer ver e satisfazer as mais profundas necessidades de nossas almas. Ele pode fazer isso agora mesmo.
Agora mesmo enquanto você lê isso, não importa a vergonha de seu passado ou a gravidade de sua situação, Jesus irá perdoá-lo se você confiar nele, se você desviar-se de seu pecado e abraçá-lo – sua morte e vitória por você – como sua única esperança. Pois ele veio para chamar pecadores (Lucas 5:32), como a mulher no poço, como você e eu.


Fonte : Voltemos ao Evangelho

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